Primeiro, vieram as flores.
Sempre amei o detalhe — a diferença entre uma e outra, as combinações que quase ninguém repara. Passei a vida montando arranjos.
Faltava o que combinasse.
Nem sempre existia a flor — ou o vaso — que fechava o arranjo do meu jeito. Então comecei a moldar, com as mãos, as peças que faltavam. Meio que como terapia.
Terra com cara de natureza.
Não larguei as flores — só passei a moldar a terra que vai com elas. Texturas de pedra, de mar, de musgo, em tons que conversam com qualquer verde. O fogo dá o acabamento; o resto é deixar parecer que sempre esteve ali.



